quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Nosso muito obrigado!!

Galerinha querida!!!

Estamos chegando ao fim do projeto proposto pela professora Joana, e antes de mais nada, gostaríamos de agradecer à todos, que fizeram desse blog um meio de interação e busca de novos conhecimentos.
Queremos dizer que foi um grande prazer pesquisar sobre o tema obesidade e cirurgia bariátrica, e que através dessas pesquisas fizemos grandes amigos. O projeto está chegando ao fim, mas queremos manter o blog ativo, para buscar cada vez mais assuntos e aprendermos com todos os que nos visitam também!!!
A nossa avaliação se dará através das publicações que postamos logo abaixo por meio de:
História em quadrinhos;
Vídeo;
Entrevista;
Charge e
Resenha Crítica, para finalizar!

♥ ♥Fizemos tudo com muito carinho. Esperamos que gostem!!! ♥ ♥
Todas as publicações estão nas postagens abaixo!!

Um grande beijo,
Do grupo Psicopraxis!
♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥

História em quadrinhos...

Galerinha, como início das nossas atividades de avaliação da NP2, apresentamos um dos quesitos propostos pela professa Joana, para compor as notas!!!

História em quadrinhos, feita pelo grupo pricopraxis, através da delimitação do tema.
Para melhor visualização é só clicar em cima das figuras.


Aninha em: A grande decisão!!




Através de uma visão bem humorada e crítica o ponto focal de nossa tirinha é deixar em relevo que: Às vezes para uma nova vida precisamos dar o primeiro passo. Além das dificuldades de saúde, pessoas obesas enfrentam muito preconceito. Mas apesar de tudo, o verdadeiro amor não tem forma física determinada!!!

Vídeo...

Fizemos um vídeo bem especial, para ilustrar e abrilhantar um pouco mais do tema proposto pelo grupo!!!
Esperamos que gostem!




video

Entrevistas...

Nós do Psicopraxis, utilizamos do recurso da entrevista para apanharmos alguns dados que achamos de grande relevância para a construção do saber em relação aos procedimentos cirúrgicos de redução de estômago. Fizemos entrevistas com indivíduos que aguardam a realização da cirurgia, e com indivíduos que já fizeram a cirurgia.
Através dessas entrevistas percebemos que a obesidade pode estar relacionada à herança hereditária, ou não. Que todos os pacientes entrevistados com obesidade mórbida ( IMC acima de 40) já fizeram dietas, tomaram remédios, mas o resultado esperado não ocorreu, aumentando o peso após as dietas e medicações. O principal fator para a engorda exagerada é o fato de não saberem se alimentar corretamente, comendo em porções exageradas a cada refeição feita.
Um dos principais métodos de redução de estômago utilizados atualmente chama-se Capella- Fobi ( informação encontrada em nossos regristros bibliográficos e também encontrada em todas as entrevistas realizadas). Atualmente, há uma crescente preocupação dos próprios pacientes, em buscar informações dos médicos e das instituições que farão as cirurgias, para evitar problemas futuros.
E o outro ponto de concordância de todos os entrevistados foi a questão de sofrerem preconceitos na sociedade, pelo fato de serem obesos. Há diversos relatos, alguns pacientes encaram com maior intensidade esse problema, outros nem tanto, mas todos se sentem tristes e buscam na cirurgia de redução de estômago, uma forma de minimizarem esses preconceitos e de viverem uma vida melhor.
Para melhor compreensão, segue abaixo, na íntegra duas, das entrevistas realizadas ( uma, com uma paciente que já fez a cirurgia, e outra com um paciente que está fazendo os exames para se submeter ao procedimento cirúrgico):

Entrevista

(Para quem já fez a cirurgia de redução de estômago).

Pseudônimo: G. K. J.
Idade: 24 anos.
Profissão: Professora.
Escolaridade: Ensino Superior Incompleto.

1 – A sua obesidade era hereditária? Se não, qual o motivo?
Não é hereditária. Existem vários motivos, na verdade, entre eles, a ansiedade. Era como se a comida saciasse todas as frustrações e alegrias, era a válvula de escape.

2 – Você já utilizou algum medicamento para emagrecer?
Já sim. Eu tomava uma série de medicamentos manipulados. E quando parei de fazer uso dessas cápsulas engordei o dobro do que havia emagrecido.

3 – Você já fez dieta para tentar emagrecer?
Já. E mais uma vez tornei a engordar o dobro após a dieta.

4 – Você faz alguma atividade física ou já fez?
Já fiz, já freqüentei academia, mas atualmente não tenho feito.

5 – Você tem ou já teve algum distúrbio alimentar?
Ao meu ver a obesidade é um distúrbio alimentar, o fato de não saber se alimentar direito. Nem sempre se refere a grandes quantidades, mas a ingestão de alimentos mega calóricos.

6 – A cirurgia foi indicada pelo médico ou é uma opção sua? Porque você fez a cirurgia?
Ambos. Eu havia lido sobre a cirurgia e pensei que pudesse se encaixar no meu perfil, procurei um médico e ele indicou a cirurgia para o meu caso. Eu fiz a cirurgia para ganhar qualidade de vida e auto-estima.

7 – O que é preciso pra fazer a cirurgia?
Na visão médica é preciso ter o IMC (Índice de massa corpórea) acima de 40. E ter condições de passar por um procedimento cirúrgico, para isso são feitos inúmeros exames. Na minha visão, é preciso estar muito bem preparado psicologicamente, porque é uma mudança radical na vida com um todo. Se não tiver a consciência de que a vida vai mudar e que a comida tem de deixar de ser o foco da tua vida, a possibilidade de surtar é grande.

8 – Qual cirurgia foi indicada para você?
Foi indicada a cirurgia de Capela. Sem anel.

9 – Você buscou informações sobre a cirurgia, sobre o médico e a clínica?
Busquei todos os tipos de informações sobre a cirurgia. Li muito a respeito do procedimento cirúrgico como um todo e conversei com pessoas que já haviam feito a cirurgia. Também busquei informações sobre o médico e o Hospital em que faria a cirurgia, ambos atenderam as minhas expectativas.

10 – Você estava quantos quilos acima do peso ideal, antes da cirurgia?
Eu estava com o IMC= 41. E 45 quilos acima do peso ideal.

11 – Há quanto tempo fez a cirurgia? Quantos quilos emagreceu até o momento?
Fiz a cirurgia há 4 meses e até o momento emagreci 23 quilos.

12 – Está feliz com o resultado? Foi o que esperava?
Estou muito feliz com o resultado. Superou todas as minhas expectativas, eu me adaptei muito facilmente à essa nova condição, acredito que o fato de estar totalmente decidida e ter sido uma decisão minha fazer, contribuiu bastante. Nunca encarei a cirurgia como a solução de todos os meus problemas, sabia muito bem que seria uma ajuda e que meu esforço e minha postura após a cirurgia que definiria e definirá o sucesso desse procedimento cirúrgico.

13 – Você se sentia discriminado (a) pela sociedade? Isso mudou depois da cirurgia?
Sim. Seria hipocrisia negar esse fato, a sociedade como um todo discrimina uma pessoa obesa. Não encontra roupas em qualquer loja, cadeiras estreitas, olhares de deboche, entre outras coisas. Como tem pouco tempo que fiz, não sei te responder se mudou alguma coisa, ainda não. Mas a minha auto-estima está bem melhor agora.


Entrevista

(Quem ainda vai fazer a cirurgia de redução de estômago).

Pseudônimo: J. A. S.
Idade: 34
Profissão: Vigilante
Escolaridade: Ensino Médio

1 – A sua obesidade é hereditária? Se não, qual o motivo?
Não. O problema é que com o tempo acabei me descontrolando mesmo. Parei de fumar e só fui engordando. Neim percebia que estava ficando tão “grande”, até chegar onde estou.

2 – Você já utilizou algum medicamento para emagrecer?
Sim. Já usei remédios de tarja preta, mas quando parava engordava mais ainda.

3 – Você já fez dieta para tentar emagrecer?
Várias. Mas não deu certo.

4 – Você faz alguma atividade física ou já fez?
Já fiz. Mas agora como estou muito pesado, não consigo me exercitar. Só caminhar até a padaria, mercado... esses lugares.

5 – Você tem ou já teve algum distúrbio alimentar?
Não. Só começar a comer e não saber a hora de parar.

6 – A cirurgia foi indicada pelo médico ou é uma opção sua? Porque você quer fazer a cirurgia?
Tive um princípio de derrame. Fiz alguns exames e o médico falou que eu estava com obesidade mórbida, e me falou sobre a cirurgia. Eu já tinha lido sobre a cirurgia e depois do susto do derrame, decidi que já estava passando da hora de me tratar. Vou aproveitar porque o meu plano de saúde vai cobrir a cirurgia.

7 – O que é preciso par fazer a cirurgia?
Ser obeso. Mas é obeso mesmo. Não é porque você tem uns quilinhos a mais que pode fazer não. O negócio é bem sério. O seu IMC tem que estar acima de 40.

8 – Qual cirurgia foi indicada para você?
A Capela Fobi.

9 – Qual o resultado que você espera após a cirurgia?
Espero perder peso, e ter qualidade de vida. Ainda tenho um sonho de ter filhos.

10 – Você foi bem informado sobre a cirurgia que irá fazer?
Estou sendo. Ainda estou fazendo exames.

11 – Você se sente discriminado pela sociedade?
Nossa, e muito! Só consigo sentar em ônibus se for em duas cadeiras. Para achar roupa pra mim é uma luta, as lojas não fazem, e quanto fazem é muito mais caro. Além das piadinhas que a gente escuta todo dia.

12 – Quantos quilos deseja perder depois da cirurgia?
Espero perder 60 quilos.

Charge...

Galerinha, segue uma charge feita pela grupo, para ilustrar um pouco mais do tema...

Clique na imagem para ampliá-la!

Algumas pessoas nunca estão satisfeitas com o progresso das outras!

Resenha crítica

Pessoal, como finalização segue a resenha crítica feita pelo grupo psicopraxis sobre o tema: Perfil dos pacientes de Cirurgia Bariátrica!!!!

Cirurgia Bariátrica Em Foco
Grupo psicopraxis

A presente resenha trata de um assunto de grande relevância social, obesidade: qual é o perfil dos pacientes de Cirurgia Bariátrica.
Para criar essa resenha, foram reunidas informações a cerca do tema ao longo do projeto, no qual houve a separação de três artigos que acreditamos ser relevante para possíveis esclarecimentos sobre o assunto.
Os textos que serão citados aqui, são de autoria de Magdaleno, Chaim e Turato (2009), Kunkel, Oliveira e Peres (2009), e Felippe, Friedman, Alves, Cibeira, Surita, Tesche (2004).
A obesidade é uma doença crônica que vem aumentando gradativamente ao longo dos anos em todos os lugares do mundo, por isso é preciso que haja uma preocupação constante em relação a essa temática considerada preocupante. Preocupante não somente em questões de saúde e qualidade de vida, mas também em questões sociais, se atendo em preconceitos e discriminação que pessoas obesas sofrem.
Como afirma Felippe, Friedman, Alves, Cibeira, Surita, Tesche (2004), a mídia é um representante de formação de opinião e espalha para a população um padrão de beleza que não condiz com a realidade. Dessa forma, as pessoas buscam seguir o modelo espalhado pela mídia como o mais esbelto, fazendo dietas e utilizando medicamentos para emagrecer. “Mensagens são elaboradas e lançadas ao grupo social. Essas mensagens formam e transformam os modos de pensar e de agir do grupo, ou seja, interferem na cultura local.” Conforme aponta Felippe, Friedman, Alves, Cibeira, Surita, Tesche (2004).
Além dos problemas de saúde, se continuarem acima do peso estipulado e estereotipado, a sociedade os enxergarão como pessoas que não se encaixam no meio social, e que não condizem com os limites impostos pela sociedade atual. Sendo tachados de preguiçosos, desleixados e gulosos.
Sabemos que existem medidas que procuram afastar essa forma de pensar, como lugares preferenciais em ônibus, porém, ainda há muita discriminação perante a obesidade, como exemplo, pagamento de duas passagens áreas para dois assentos, se o passageiro for obeso.
Entretanto, a obesidade acarreta problemas para a saúde como afirmam Kunkel, Oliveira e Peres (2009) quando dizem

... com grandes chances de sofrerem as consequências deste agravo como Diabetes Mellitus, doenças cardiovasculares, doença aterosclerótica, hipertensão arterial, transtornos ortopédicos e articulares, doenças de pele, maior risco cirúrgico, dentre outras complicações.

Kunkel, Oliveira e Peres ( 2009).


Assim, para emagrecer, pessoas obesas, cada vez mais vêm procurando ajuda médica. Tanto por motivos estéticos, quanto para recuperar a saúde ou prevenir uma doença. Estudos apontam que tratamentos clínicos são eficazes para indivíduos com IMC (índice de massa corporal) até o limite de 40kg/m². Mas pacientes muito obesos não tem boa resposta ao tratamento clínico, ou perdem pouco peso ou reengordam com facilidade. Esses pacientes, também conhecidos como obesos mórbidos antigamente não tinham tratamento adequado e continuavam a engordar indefinidamente até falecerem em decorrência das comorbidades de seus pesos e gorduras acumuladas. E é nesse contexto que em meados de 1952, surge a cirurgia de redução de estômago, ou cirurgia bariátrica, com o objetivo de diminuir a fome, causar saciedade gástrica com menor ingestão de alimentos, diminuir o risco de doenças relacionadas à gordura, e proporcionar uma melhor qualidade de vida aos pacientes, tendo o cuidado de preparar o indivíduo psicologicamente para reverter essa fonte de prazer encontrada na comida, para outras atividades, uma vez que a cirurgia, por si só, não age sozinha. O paciente, portanto, tem que estar ciente que seus hábitos alimentares deverão mudar, bem como toda a sua estrutura mudará também. Mas qual a motivação que os obesos têm para se submeter à esse procedimento cirúrgico? Quem se submete a essa cirurgia quer fazer as pazes com o espelho, com a sua saúde, e não mais sofrer com os preconceitos de ser uma pessoa de muito peso, preconceito esse, sofrido desde o próprio lar, perpassando pelas escolas, ambiente de trabalho, nas escolhas amorosas e na sociedade como um todo, como exemplificamos ao longo do projeto em tirinhas e artigos. Mas uma vez, encontramos a atuação psicológica presente nesse contexto, uma vez que algumas pessoas vêem na cirurgia uma chance de se auto afirmarem, melhorando seu convívio no casamento, no emprego, no cotidiano. Mas como já ressaltamos, a cirurgia sozinha não tem esse efeito de transformação, é preciso que o obeso tenha ciência que essas transformações dependem muito mais de sua postura diante das adversidades, do que da mudança de seu corpo. As expectativas precisam ser calibradas, para evitar grandes decepções após a cirurgia, como diz Magdaleno, Chaim e Turato (2009).
O grupo inferiu que primeiramente, é importante que haja a preservação do direito de eqüidade, independente de ser obeso ou não, pois todos somos iguais perante as leis. Mas em um determinado estágio da obesidade, o individuo deve encarar de frente esse problema, procurar ajuda médica e tentar fazer a cirurgia bariátrica ( existem diversos tipos de cirurgias, onde o médico sempre irá procurar o procedimento mais adequado para cada pessoa). Sempre procurando fazer todos os exames solicitados, e de “mãos dadas” com profissionais que cuidem de seu psicológico, para não se perder no meio do caminho, seja em sua nova forma física, ou mesmo no fato de encarar novas formas de comer, viver e superar seus conflitos sociais.

Bibliografia

KUNKEL, Nádia; OLIVEIRA, Walter Ferreira de e PERES, Marco Aurélio. Excesso de peso e qualidade de vida relacionada à saúde em adolescentes de Florianópolis, SC. Rev. Saúde Pública [online]. 2009, vol.43, n.2, pp. 226-235. Epub 13-Fev-2009. ISSN 0034-8910. doi: 10.1590/S0034-89102009005000012.

MAGDALENO JR., Ronis; CHAIM, Elinton Adami e TURATO, Egberto Ribeiro. Características psicológicas de pacientes submetidos a cirurgia bariátrica. Rev. psiquiatr. Rio Gd. Sul [online]. 2009, vol.31, n.1, pp. 73-78. ISSN 0101-8108. doi: 10.1590/S0101-81082009000100013.

FELIPPE, Flávia Maria Lacerda, FRIDMAN,rogério, ALVES, Bianca da Silva, CIBIRA, Grabriela Hermman, SURITA, Lívia Eichenberg, TESCHE, Cínara. Obesidade e Mídia: o lado sutil da informação. Revista acadêmica do grupo comunicacional de São Bernardo. Ano 1, nº 02 (julho/dezembro de 2004).

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Obesidade e Mídia

Bom dia pessoal!
Encontrei um texto interessante sobre uma pesquisa em relação a mídia e a obesidade.
Leiam o resumo, quem quiser ler o texto é só copiar o endereço aí em baixo.
(Não vou postar aqui, porque o texto tem segurança de senha e não pode ser copiado.)

http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=6577823515516512595

Artigos sobre a Obesidade

Oi, Pessoal!!!!

Estou postando estes artigos retirados do "SCIELO ARTIGOS CIENTÍFICOS", onde poderão adiquirir mais informações importantissímas sobre o nosso tema OBESIDADE, Espero que gostem e boa leitura.

Até mais!!!!


Características psicológicas de pacientes submetidos a cirurgia bariátrica
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RESUMO:

MAGDALENO JR., Ronis; CHAIM, Elinton Adami e TURATO, Egberto Ribeiro. Características psicológicas de pacientes submetidos a cirurgia bariátrica. Rev. psiquiatr. Rio Gd. Sul [online]. 2009, vol.31, n.1, pp. 73-78. ISSN 0101-8108. doi: 10.1590/S0101-81082009000100013.

INTRODUÇÃO: O grande número de pacientes submetidos a cirurgia bariátrica e que, no pós-operatório, apresentam complicações psicológicas e psiquiátricas justifica uma investigação pré-operatória acurada, bem como categorização daqueles que se submeterão ao procedimento cirúrgico, visando predizer eventuais complicações e individualizar condutas psicológicas que possam favorecer a adesão do paciente. A avaliação psicodinâmica pode fornecer elementos para tal categorização e, assim, propor estratégias de abordagem pré e pós-operatória eficazes. Procuramos identificar estruturas de personalidade que possam orientar o acompanhamento pós-operatório, bem como critérios auxiliares de inclusão/exclusão do procedimento cirúrgico. MÉTODO: Relato de pesquisa empírica conduzida em atendimentos a pacientes submetidos a cirurgia bariátrica, em grupo terapêutico aberto. DISCUSSÃO: Pacientes, depois de operados, podem passar por determinadas fases de reestruturação emocional, como uma primeira fase de triunfo, seguida de fase de risco para surgimento de quadros melancólicos e de novas adições. Identificamos três categorias estruturais psicológicas: estrutura melancólica, cujos pacientes parecem ter maior possibilidade de desenvolver outras condutas aditivas no pós-operatório, sobretudo alimentares, por não suportarem a frustração pela perda; estrutura desmentalizada, na qual, por faltar uma capacidade elaborativa, o paciente não consegue reorganizar-se frente ao desafio de permanecer com peso controlado; e, finalmente, a estrutura perversa, cujos sujeitos mantêm a programada perda de peso, porém a custas de comportamentos que levam desconfortos à equipe de saúde. Estabelecer categorias psicológicas classificatórias pode ser crucial para que se proponham condutas no pós-operatório, inclusive indicação de psicoterapia com especialista, visando a individualizar o atendimento incrementando sucesso terapêutico específico.

FONTE: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S0101-81082009000100013&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt



Excesso de peso e qualidade de vida relacionada à saúde em adolescentes de Florianópolis, SC
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RESUMO:


KUNKEL, Nádia; OLIVEIRA, Walter Ferreira de e PERES, Marco Aurélio. Excesso de peso e qualidade de vida relacionada à saúde em adolescentes de Florianópolis, SC. Rev. Saúde Pública [online]. 2009, vol.43, n.2, pp. 226-235. Epub 13-Fev-2009. ISSN 0034-8910. doi: 10.1590/S0034-89102009005000012.

OBJETIVO: Avaliar a qualidade de vida relacionada à saúde de adolescentes e sua associação com o excesso de peso. MÉTODOS: Estudo transversal com 467 adolescentes de 15 a 18 anos de idade de uma escola pública de Florianópolis, SC, e de seus respectivos pais, realizado em 2007. Sobrepeso e obesidade foram definidos pelo índice de massa corporal. A combinação de sobrepeso e obesidade foi considerada como excesso de peso. A qualidade de vida relacionada à saúde foi avaliada por meio do questionário sobre qualidade de vida pediátrica PedsQL 4.0, versões adolescente e pais. Análises dos dados incluíram estatística descritiva e regressão logística com estimação de razões de chances brutas e ajustadas. RESULTADOS: A taxa de resposta entre adolescentes foi de 99,4% e entre os pais 53,4%. As prevalências de sobrepeso e obesidade foram de 12,2% e 3,6%, respectivamente. O grupo com excesso de peso obteve menores escores de qualidade de vida que o grupo sem excesso de peso, exceto para o domínio emocional nos adolescentes e na saúde psicossocial para os pais. Após o ajuste, a chance de um adolescente com excesso de peso ter baixa qualidade de vida foi 3,54 vezes (IC 95% 1,94;6,47) maior que um adolescente sem excesso de peso. Adolescentes do sexo feminino apresentaram escores mais baixos de qualidade de vida. CONCLUSÕES: A qualidade de vida relacionada à saúde foi significativamente mais baixa em adolescentes com excesso de peso. Medidas dirigidas ao controle de peso na população adolescente e instrumentos de avaliação de qualidade de vida constituem-se importantes aliados para um melhor e mais completo entendimento deste importante problema de saúde pública.

FONTE: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S0034-89102009000200003&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt




Mudanças no padrão de alimentação da população urbana brasileira (1962-1988)
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RESUMO:

MONDINI, Lenise e MONTEIRO, Carlos A.. Mudanças no padrão de alimentação da população urbana brasileira (1962-1988). Rev. Saúde Pública [online]. 1994, vol.28, n.6, pp. 433-439. ISSN 0034-8910. doi: 10.1590/S0034-89101994000600007.

Objetivou-se avaliar o comportamento do padrão alimentar da população urbana brasileira ao longo das três últimas décadas. As fontes de dados foram duas pesquisas nacionais de orçamentos familiares realizadas no início da década de 60 (1961-63) e no final da década de 80 (1987-88) e um inquérito nacional sobre consumo alimentar realizado em meados da década de 70 (1974-75), restringindo-se a análise a sete áreas metropolitanas estudadas em comum pelas três pesquisas. O padrão alimentar foi caracterizado a partir da participação relativa de diferentes alimentos na dieta e do consumo relativo de nutrientes específicos. As mudanças principais mostraram-se semelhantes nas regiões Nordeste e Sudeste e envolveram: 1) redução no consumo relativo de cereais, feijão, raízes e tubérculos; 2) substituição de banha, toucinho e manteiga por óleos e margarinas; e 3) aumento no consumo relativo de leite e derivados e ovos. Essas mudanças deterninaram diminuição na participação relativa de carboidratos na dieta e aumento na participação de lipídios. A proporção total de proteínas manteve-se estável entre as pesquisas (ao redor de 12%), crescendo, entretanto, a participação específica de proteínas de origem animal na dieta. Situação inversa foi observada com os lipídios, registrando-se aumento da fração correspondente aos lipídios de origem vegetal, o que levou ao predomínio dos ácidos graxos poli-insaturados sobre os saturados e à redução do consumo relativo de colesterol. As implicações das mudanças no padrão alimentar da população urbana do país são discutidas à luz de recomendações dietéticas enunciadas pela Organização Mundial de Saúde.

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S0034-89101994000600007&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Cirurgia Bariátrica(redução do estômago): uma questão de escolha?

“Está sendo cada vez mais comum obesos aceleram a ‘engorda’ para realizar a cirurgia bariátrica. No entanto, especialistas alertam que o artifício usado para obter grau de morbidade pode trazer sérios danos à saúde.”

“Estou engordando para fazer a cirurgia”. Essa frase é muito mais comum do que se imagina entre obesos que desejam fazer a cirurgia bariátrica, indicada para redução de estômago, e ainda não alcançaram o peso ideal para serem submetidos ao procedimento. Em vez da reeducação alimentar para perder peso, muitos pacientes optam pelo método mais radical, confiantes de que a cirurgia é a saída para o problema. Especialistas condenam tal atitude, alertando que o ganho de peso acelerado pode trazer sérios riscos à saúde. Do outro lado, planos e convênios médicos são ainda mais rigorosos e exigem uma lista de exames e laudos para autorizar o procedimento.

Conheçam os principais exames exigidos:
* Exames de sangue completos;
* Raio-x das articulações;
* Endoscopia;
* Polissonografia (diagnóstico da apnéia);
* Ecocardiograma;
* Eletrocardiograma;
* Mamografia para as mulheres;
* Avaliação psicológica;
* Em alguns casos, o histórico de consultas com um médico endocrinologista, com o objetivo de provar a tentativa de tratamento para emagrecimento
.

Possibilidade de adquirir doenças:

Obesos classificados nos graus I e II, que não conseguem sucesso através de dietas, fazem de tudo para alcançar o índice de morbidade. O cirurgião bariátrico Márcio Café alerta que o ganho de peso acelerado é uma atitude condenável, além de ser extremamente perigosa. “Quem aumenta mais de 20% o seu peso corre quatro vezes mais o risco de desenvolver doenças associadas à obesidade mórbida, como diabetes, hipertensão, gordura no fígado, comprometimento nas articulações, entre outras”, afirma.

O especialista diz que a cirurgia deve ser a última alternativa para o obeso, lembrando que o procedimento também oferece riscos. O cirurgião salienta que, antes da indicação cirúrgica, são avaliados todos os exames do paciente, inclusive os psicológicos. O procedimento é indicado quando se constata o insucesso com o método da reeducação alimentar e se forem detectadas doenças com complicações graves, como hipertensão, apnéia e colesterol elevado. A avaliação é feita por uma equipe composta de vários profissionais.

Para a psicóloga Sylvia Barreto, que trabalha no Centro de Obesidade do Instituto Márcio Café, a ânsia de alguns pacientes em fazer a cirurgia bariátrica se justifica pela crença de que o procedimento representa a cura definitiva da obesidade e o fim de todos os problemas relacionados ao peso.Essa é uma falsa idéia, afirma a psicóloga. “A obesidade não tem cura. O paciente não pode achar que irá ficar curado. Ele terá que controlar o peso para o resto da vida. A cirurgia é apenas um tratamento”, alerta.

A especialista salienta que, geralmente, os pacientes obesos apresentam estado emocional abalado, com quadros de ansiedade, baixa auto-estima, limitações na vida social e afetiva e depressão. Esses fatores contribuem para que essas pessoas se sintam mais vulneráveis a certas atitudes radicais.

Fonte:http://gordinhaslindas.wordpress.com/2008/08/08/cirurgia-bariatrica-reducao-do-estomago-uma-questao-de-escolha/

Saiba qual é o seu IMC

Você sabia que para estarmos dentro do peso considerado normal, nosso IMC ( Indice de Massa Corporal) deve estar entre 18.6 e 24.9?? E que caracteriza-se obesidade mórbida ( pacientes que necessitam de cirurgia de redução de estômago) pessoas com IMC igual ou superior a 40??
Então não perca tempo, veja agora qual é o seu!!!!

Aqui disponibilizamos um link da Sociedade Brasilieira de Cirurgia Batiatrica para que você possa consultar o seu IMC, sem dificuldades:

http://www.sbcb.org.br/pacientes_calcule_seu_imc.php

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Já imaginou, ser chamado de “mórbido”? Ser descartado em uma entrevista de emprego por ser obeso? E ser deixado de canto pela sociedade por não ter um padrão físico?
Esse texto trata do preconceito que as pessoas obesas sofrem em uma sociedade em que a busca por um corpo cada vez mais magro tem sido o almejado.

Obesidade, o peso do preconceito
Considerada atualmente uma doença pela medicina.
por Flávio Fernandes

Há uma minoria no país que é altamente discriminada e que sequer é reconhecida e organizada como uma minoria. Estou falando dos obesos mórbidos.

Considerada atualmente uma doença pela medicina, é fácil identificar a obesidade mórbida. Basta dividir o peso da pessoa por sua altura elevada ao quadrado. Se o número encontrado estiver acima de 39, a obesidade mórbida existe – e com ela os possíveis problemas de saúde relacionados. Mas há um mal ainda pior e pouco falado quando o assunto é obesidade: o preconceito.

O obeso sente que a sociedade, quando não o ignora, o agride. A começar pelo rótulo: quem conviveria bem com a alcunha de “mórbido”? Não há proteção legal ou qualquer mecanismo de defesa aos vexames pelos quais o obeso passa nas ruas diariamente. Você já imaginou o que é ir ao cinema ou viajar de avião e não encontrar uma simples cadeira adequada ao seu tamanho? Ou perceber as risadas das pessoas quando você não consegue passar pela roleta de um ônibus? Enquanto o preconceito racial não é muitas vezes explícito, a maioria das pessoas não se intimida em rir diante de um obeso. É como se ele fosse assim apenas porque é preguiçoso, relapso e comilão. Logo, merece ser motivo de todo tipo de piada.

É claro que a ciência não vê assim a obesidade e encara o problema como uma doença. Os médicos sabem que, por mais que lutem por meio de dietas ou temporadas em spas, nem sempre essas pessoas conseguem emagrecer. Há casos de obesos que comem até menos que pessoas “exemplares” em sua dieta. Mesmo assim, a sociedade simplesmente ignora as evidências e faz os seus julgamentos movida pela ignorância.

Esse é o caso de uma das maiores consultorias de recrutamento e seleção de altos executivos em São Paulo. Em uma entrevista no rádio, que ouvi há algumas semanas, o representante dessa empresa confessou que 90% dos seus clientes não querem obesos contratados. “Afinal, quem não cuida de si mesmo não cuidará a contento dos negócios da empresa.”

Como é possível alguém dizer isso no rádio em um país que se diz democrático e contrário a todos os preconceitos? Como julgar a capacidade, a inteligência e a força de vontade de um ser humano apenas por sua aparência física? Ou simplesmente por não se enquadrar fora dos padrões aceitos pela maioria das pessoas? Será que essa empresa de recrutamento e as outras que trabalham com a mesma visão tacanha estão, de fato, prestando bons serviços aos seus clientes? Será que excelentes profissionais não são preteridos em relação a outros “visualmente mais corretos” e as empresas não acabam perdendo por seu preconceito?

É como se o obeso tivesse apenas duas opções: emagrecer ou se matar. Pelo menos é dessa forma que a mídia trata o problema. Em uma reportagem sobre a cirurgia bariátrica (diminuição do estômago), a apresentadora do programa Fantástico, da Rede Globo, levanta o tema com a seguinte frase: “O que fazer quando todas as dietas falharam?” Parte-se do pressuposto de que ninguém pode ser feliz obeso. E quem não consegue ou não quer ter um corpinho dentro do “padrão global” de aparência? Tem que passar o resto da vida atormentado – por si mesmo e pelos outros – por causa da sua forma física?

Essa perseguição faz com que os obesos se sintam culpados. Alguns terminam adotando para si o mesmo preconceito que sofrem de outras pessoas. Resultado: em vez de se unir em busca dos seus direitos, tratam de seus problemas como uma vergonha – como já aconteceu com outras minorias como os gays e os negros, por exemplo.

Mesmo que essa causa não tenha a mesma simpatia da luta de outras minorias, os obesos precisam buscar o respeito que merecem. Muito além da reivindicação de espaço físico adequado para o nosso corpo, é hora de conquistarmos um espaço de verdade na sociedade para que a nossa voz seja levada em consideração em qualquer debate público. Não estou aqui fazendo uma apologia da gordura e dos problemas de saúde que podem estar correlacionados a ela. Mas acho que somente unidos os obesos poderão garantir para si o direito elementar de serem felizes: amarem e serem amados, terem sucesso profissional, irem ao cinema ou simplesmente poderem caminhar tranqüilamente pela rua sem receber olhares de julgamento de outras pessoas.


Consultor financeiro e administrativo
E-mail: flaviostartrek@uol.com.br
Frase
“Mesmo que não queira emagrecer, o obeso tem o direito de ser respeitado”
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FONTE: http://super.abril.com.br/saude/obesidade-peso-preconceito-442439.shtml
O presente texto mostra as tendências nos próximos anos quanto à obesidade no mundo.
Discute os riscos que a obesidade pode causar (doenças) e como a população mundial pode reduzir o número de pessoas obesas com riscos a afetar a saúde.

Obesidade: Terra de gigantes
A obesidade é uma epidemia mundial que tende a se agravar nos próximos anos. Para combatê-la, não há mágica: só com exercício e alimentação adequada
por Cláudia de Castro Lima

Nos próximos anos, se nada for feito para mudar o quadro atual, estaremos fritos. E em óleo cheio de gordura trans, aquela que faz bastante mal à saúde. Tudo por conta da epidemia de obesidade, que alcança níveis alarmantes no mundo todo. Até países com grande número de subnutridos, como a Índia, vêm assistindo a um salto gigantesco na quantidade de obesos – lá, 55% das mulheres entre 20 e 69 anos estão acima do peso. Aqui no Brasil as coisas não são muito diferentes. Uma pesquisa divulgada em dezembro de 2004 pelo IBGE mostra que a obesidade já atinge mais brasileiros do que a desnutrição. Segundo o levantamento, 40% dos brasileiros adultos, ou 38,8 milhões de pessoas, estão pesando mais do que deveriam. Desse total, 10,5 milhões podem ser consideradas obesas. No mundo todo, de acordo com uma estatística da Força-Tarefa Internacional de Obesidade, 1,7 bilhão de pessoas – ou uma em cada cinco – estão com sobrepeso ou obesas.

O problema resume-se a uma equação simples, que todos estão cansados de saber: comer alimentos gordurosos, aliado à falta de atividade física, resulta no aumento de peso. É exatamente isso que vem acontecendo nos últimos anos. E, se quisermos culpar alguma coisa pela epidemia de obesidade, culpemos nossos genes. Ao longo da evolução, enquanto nos transformávamos de macacos em seres humanos, vivemos durante milhões de anos num mundo escasso em comida. Para compensar a falta de alimentação, nossas células adquiriram a capacidade de armazenar gordura – assim, poderíamos sobreviver um tempo maior caso não encontrássemos alimento. O problema é que o mundo mudou e, hoje, não há mais escassez de comida.

Não há milagres
Quem espera que a situação se reverta com o auxílio da medicina pode ir tirando o cavalo da chuva. “Milhões e milhões de dólares são investidos todos os anos na pesquisa genética da obesidade. Mas não se acredita mais que o remédio mágico vá ser encontrado. Ao menos não nos próximos dez anos”, afirma o endocrinologista Walmir Coutinho, chefe do Grupo de Obesidade e Transtornos Alimentares, serviço público que atende 400 pessoas por mês.

De fato, desde a década de 50, medicamentos ditos “milagrosos” aparecem nas prateleiras como a salvação dos gordinhos. As anfetaminas, que aceleram o metabolismo e inibem o apetite, foram as grandes vedetes dos anos 50 e 60 – até descobrirem que elas causavam dependência química. Substâncias como fenfluramina e fertemina, que provaram realmente serem eficazes no emagrecimento, também causavam reações colaterais e podem estar ligadas a problemas cardíacos. Novas drogas, como orlistat, causam desconforto intestinal. “A médio prazo, entrará no mercado um novo medicamento. Mas ele não irá solucionar o problema”, afirma o endocrinologista gaúcho Giuseppe Repetto, presidente da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade). “Precisamos muito mais do que uma droga mágica.”

Qual, afinal, é o prognóstico para os próximos anos? Se os Estados Unidos servem de parâmetro, a perspectiva não é nada animadora. “Atualmente, entre 65% e 80% dos americanos estão acima do peso ou obesos”, afirma o especialista David Katz, diretor de estudos médicos de saúde pública da Universidade de Yale e autor de The Way to Eat (algo como O jeito de comer, sem tradução para o português). “A maior parte deles não era obesa quando criança. Mas muitas crianças são obesas hoje em dia. Por isso, a tendência é que no futuro o número de americanos acima do peso aumente ainda mais, chegando perto dos 100%.” E no Brasil? De acordo com o endocrinologista Walmir, a situação aqui pode ser ainda pior, se é que isso é possível. “O tipo étnico do latino-americano favorece o aparecimento de problemas de saúde já com níveis menores de obesidade”, diz.

A obesidade pode ser medida de acordo com o IMC (índice de massa corporal), numa conta fácil: o peso do indivíduo dividido pela sua altura ao quadrado. Se o resultado for superior a 25, a pessoa está acima do peso. Se passar de 30, é obesa. A obesidade é considerada um problema de saúde pública porque diversas doenças, como diabetes tipo 2, problemas cardíacos, hipertensão arterial, infarto e até alguns tipos de câncer, estão associadas a ela. Um estudo de 2003 mostra que os custos do excesso de peso no Brasil chegam a 1,5 bilhão de reais por ano, contando internações hospitalares, tratamentos médicos e gastos indiretos, como faltas no trabalho e morte precoce. A previsão é que esse valor deve crescer nos próximos anos.

Aqui no Brasil, assim como no resto dos países em desenvolvimento, quem mais vai sentir os efeitos da epidemia de excesso de peso nos próximos anos serão as pessoas de classe mais baixa. “O nível de sedentarismo é muito maior em populações mais pobres”, diz Coutinho. Entre outras coisas, elas não costumam praticar exercício em academias, por exemplo – principalmente as mulheres. Em oito anos, o número de mulheres obesas das classes D e E cresceu 30% na região Sudeste. No mesmo período, houve queda de 40% no total de brasileiras obesas das classes A e B. Outro fator que contribui é o econômico. Como nos últimos anos a capacidade aquisitiva da população aumentou, quando sobra um dinheiro no final do mês a tendência é comprar alimentos mais calóricos – agora eles podem se “dar ao luxo” de ter uma bolacha ou um chocolate no armário.

Outra camada ferozmente atingida pela epidemia é a das crianças. Segundo a Organização Mundial de Saúde, um em cada dez pequenos está obeso no mundo todo. No Brasil, 15% das crianças estão acima do peso e 5% obesas. Especialistas afirmam que a probabilidade de uma criança com pais magros tornar-se obesa é de 9%. Se um dos pais for obeso, a taxa sobe para 50%. Se os dois forem obesos, a criança terá 80% de chance de seguir os passos deles. Mais do que a herança genética, o problema é do ambiente propício à obesidade.

Aulas de como comer
Para combater o problema, uma medida eficiente já está em prática no Brasil: o nome dela é Escola Saudável. Uma parceria da Abeso com outras entidades do gênero e com o apoio do Ministério da Saúde, o programa está implantando em escolas do país todo aulas de alimentação saudável como matéria da grade curricular. “É uma tentativa de educar as crianças para que elas não sejam obesas”, afirma Giuseppe Repetto. O programa Escola Saudável já conseguiu que as cantinas de escolas públicas do Rio de Janeiro não vendam guloseimas nem refrigerantes, mas apenas alimentos saudáveis.

Walmir Coutinho acredita que, em 2020, estaremos discutindo medidas para reverter o quadro de epidemia. “O governo federal terá de tomar algumas medidas, como a restrição de propaganda de alimentos que provocam obesidade, principalmente os voltados para o público infantil. Por exemplo, teremos de colocar no rótulo de uma barra de chocolate que, se consumido em excesso, o produto fará mal à saúde.”



Tendências
• BOLA DE NEVE
Como os filhos de pais obesos têm maior propensão a ficarem também obesos, se nada for feito, o problema deve se agravar nos próximos anos.

• POBRES E NUTRIDOS
A epidemia da obesidade tende a crescer mais entre pessoas de baixa renda, que, graças ao aumento do poder aquisitivo, passaram a ter acesso a alimentos mais calóricos.

• SEM REMÉDIO
Pelo menos nos próximos dez anos não deve surgir nenhum remédio revolucionário para acabar com a obesidade, apesar dos milhões de dólares investidos anualmente no combate ao problema.


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FONTE: http://super.abril.com.br/saude/obesidade-terra-gigantes-445503.shtml

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Cirurgia bariátrica e o impacto emocional

Pessoal, boa tarde!!!

Como já falamos diversas vezes, esse blog tem o objetivo de falar sobre as famosas cirurgias de redução de estômago. Após muita discussão e busca de novos conhecimentos, nos deparamos com um assunto muito importante nesse contexto: Como fica o emocional das pessoas que são submetidas à essa cirugia? E dentre alguns materiais utilizados para responder a essa pergunta, tivemos a oportunidade de ler um artigo, muito esclarecedor, onde vemos que alguns pacientes entram em estado depressivo, em sofrimento psiquico, uso de alcool ou tabaco entre outras adversidades.
Vale a pena ler o artigo na íntegra, garanto que vai ser de grande enriquecimento. Segue o endereço:

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-81082007000300013&lng=pt&nrm=iso
Site do Scielo, consultado dia 10 de Novembro de 2009 às 18:00hs.

Boa semana à todos!!

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Tirinhas...

Galera, achamos uma tirinha que reflete um dos preconceitos que pessoas acima do peso encontram no dia a dia! Dêem uma olhada, na tirinha da personagem Mônica de Maurício de Souza:

Para visualizar em tamanho maior, clique na imagem!
O objetivo desse blog é falar sobre técnicas possíveis de cirurgias para redução do estomago e a consequente perca de peso, mas não podemos deixar de falar sobre os preconceitos que esses indivíduos sofrem ao longo da vida! Essa tirinha é uma proposta para repensarmos nossa postura diante de pessoas obesas, lembrando que o respeito às diferenças é a base de tudooo!!
Fonte da imagem: http://tirinhastdm.blogspot.com/2007/09/monica.html, consultado dia 09/11/2009 às 12:05hs.

O corpo nas histórias em quadrinhos de super-heróis

Galerinha, bom dia!!!
Encontramos uma matéria bem interessante, que retrata como as histórias em quadrinhos de super-heróis cultuam um corpo perfeito, e que os vilões são geralmente obesos ou idosos. Uma crítica bem interessante à esse processo é feita nessa matéria. Vale a pena conferir...

O endereço é o seguinte: http://www.popbaloes.com/mats/corponashq.htm

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Técnicas de redução de estômago.

Boa Noite!

Encontramos um site bastante interessante que nos esclarece a respeito das técnicas de redução de estômago(técnicamente conhecida como cirurgia bariátrica):

"Quais são as opções disponíveis de cirurgia de redução de estômago (tecnicamente conhecida como cirurgia bariátrica) contra a obesidade?


Gastroplastia vertical com bandagem (VBG)

Grampos cirúrgicos são usados para dividir o estômago em duas partes. A parte de cima é menor, o que limita o espaço para alimentos. A comida sai da parte superior para a de baixo através de uma pequena abertura. Uma bandagem é colocada em volta dessa abertura de modo que ela não se alargue. Os riscos da gastroplastia vertical com bandagem incluem o desgaste da bandagem e avaria na linha de grampos. Em pequeno número de casos, sucos estomacais podem vazar para o abdome ou pode acontecer infecções ou morte decorrente das complicações.

Banda gástrica ajustável por laparoscopia (Lap-Band)

Uma banda gástrica inflável é colocada ao redor do estômago superior para criar uma bolsa menor e estreitar a passagem para o resto do estômago. Isso limita o consumo de comida e cria sensação precoce de saciedade. Quando a banda é colocada no local ela é inflada com salina. A banda é ajustável ao aumentar ou diminuir a quantidade de solução salina para mudar o tamanho da passagem.
A banda é para pessoas com obesidade severa -- aqueles com pelo menos 45 kg acima do peso ou com mais que o dobro do peso ideal -- que falharam em emagrecer usando outros métodos como dietas supervisionadas e exercícios físicos. A banda tem como objetivo ficar no lugar permanentemente, porém pode ser removida se necessário. Pessoas que têm a banda necessitarão de dieta e exercícios para manter a perda de peso. Complicações podem incluir náusea e vômito, queimação no estômago, dor abdominal e deslizamento da banda.

Derivação gástrica com Y de Roux (RGB)

O cirurgião faz a redução do estômago usando grampos cirúrgicos para criar uma bolsa estomacal menor. A bolsa estomacal é fixada ao intestino. O alimento desvia pela parte superior do intestino e estômago e vai para a parte do meio do intestino delgado através de uma pequena abertura. O desvio no estômago limita a quantidade de alimentos que a pessoa pode comer. Ao desviar de parte do intestino, a quantidade absorvida de calorias e nutrientes é diminuída. A pequena abertura diminui a taxa na qual a comida deixa a bolsa estomacal. Um risco para o paciente é quando o conteúdo do estômago vai muito rápido para o intestino. Sintomas podem incluir náusea, fraqueza, transpiração e diarréia depois de comer. Efeitos colaterais incluem infecção, vazamento, embolismo pulmonar, cálculo biliar e deficiência de nutrientes.

Derivação biliopancreatica (BPD)

Uma grande parte do estômago é removida. A quantidade de alimentos é restringida, assim como a produção de ácidos estomacais. A bolsa estomacal que permanece é conectada diretamente ao segmento final do intestino delgado, desviando completamente das outras partes.
Um canal comum permanece no qual os sucos digestivos pancreáticos e da bile misturam-se antes de entrarem no cólon. A perda de peso ocorre porque a maioria das calorias e nutrientes são direcionados ao cólon onde não são absorvidos. Uma variação da derivação biliopancreatica preserva uma grande porção do estômago intacta e parte do duoden."

Para visualizar essas informações na íntegra segue o site o qual esse texto foi extraído: http://www.copacabanarunners.net/cirurgia-obesidade.html

Novidades na delimitação do tema: Cirurgia de redução de estômago

Olá galera!

Após muuuita conversa,nós do grupo psicopraxis decidimos buscar mais informações sobre a cirurgia de redução de estômago.
A quem interessar é só nos acompanhar!!!!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

PRÉ PROJETO

O grupo práxis escolheu abordar um assunto que se refere ao tema saúde. Queremos investigar a obesidade e identificar sua causa, problemas, conseqüências, e principalmente, as suas formas de controle. Como também, a dificuldade de adaptação social de um obeso nos dias atuais.Optamos por trabalhar com esse assunto por ser um problema freqüente presentes em todas as faixas etárias e de grande crescimento na sociedade.Pretendemos desenvolver esse projeto por meio de entrevistas, pesquisa e visitas em locais que existe apoio para pessoas com obesidade, como hospitais, clínicas de nutricionistas, SPA’s, etc.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Sobre o pré-projeto (resumo)

O projeto ensinar com gêneros, criado pela professora Joana Ormundo que ministra a matéria “Comunicação e Expressão”, tem a finalidade de nos colocar no mundo dos gêneros para que haja a possibilidade de uma maior interação com as palavras. Formando assim, textos argumentativos e resenhas sobre temas transversais escolhidos e pesquisados por nós alunos do segundo semestre de psicologia.
Tais temas serão delimitados a um assunto específico para que durante o desenvolvimento do projeto possamos focar nossas idéias e tornar nosso trabalho mais objetivo e rico em detalhes.
O grupo práxis escolheu abordar um assunto que se refere ao tema saúde. Queremos investigar a obesidade e identificar sua causa, problemas, conseqüências, e principalmente, as suas formas de controle. Como também, a dificuldade de adaptação social de um obeso nos dias atuais.
Optamos por trabalhar com esse assunto por ser um problema freqüente presentes em todas as faixas etárias e de grande crescimento na sociedade.
Pretendemos desenvolver esse projeto por meio de entrevistas, pesquisa e visitas em locais que existe apoio para pessoas com obesidade, como hospitais, clínicas de nutricionistas, SPA’s, etc.

Perfil PsicoPraxis

Nós somos O GRUPO “PSICOPRAXIS” da turma de Psicologia Noturno. (http//:psicopraxis-praxis.blogspot.com)
NOSSO BLOG tem como objetivo possibilitar a interação de todos os MEMBROS DO GRUPO DE PESQUISA envolvidos no PROJETO ENSINAR E APRENDER COM GÊNEROS NO CAMPO LINGUÍSTICO ONLINE (projetoensinarcomgeneros.blogspot.com).

O BLOG DO GRUPO será o espaço destinado aos grupos para postarem as atividades do trabalho de pesquisa.

OS PARTICIPANTES DO NOSSO GRUPO SÃO:

Amanda Mesquita
Amanda Colusso
Caroline Cirilo
Danny Cristina
Euzébia Rodrigues
Janaína Candido
Kely Cristine
Pamela Priscila
Simone Amaral
Lauryene Oliveira

Vamos começar a brincadeira!

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Definição de PRAXIS

"PRAXIS"
Processo pelo qual uma teoria, lição ou habilidade é executada ou praticada, se convertendo em parte da experiência vivida.
Na sociologia pode ser resumida como as atividades materiais e intelectuais exercidas pelo homem que contribuem à transformação da realidade social.
Em suma, é ligar conceitos abstratos com a realidade vivida, obtendo contemplações reflexivas.